Data: 23/02/2010

 

Representantes de 41 municípios se reuniram ontem, no Auditório Jaime Câmara no Palácio Pedro Ludovico, para esclarecer dúvidas a respeito do programa Minha Casa Minha Vida, oferecido pelo governo Federal e Estadual. Cerca 49 municípios foram beneficiados com o programa, porém, a maior preocupação dos prefeitos dessas cidades é a respeito da contrapartida, valor que os municípios terão que oferecer para a realização das obras. O projeto inicial era de que as prefeituras investissem R$ 2 mil por unidade habitacional. Os municípios alegaram não ter condições de investir a quantia pedida pelo governo e conquistaram uma mudança no projeto. A reunião teve como objetivo apresentar a maneira mais viável que a AGEHAB e AGM encontraram para as prefeituras, lhes dando a responsabilidade apenas das obras hidrosanitárias de cada unidade habitacional. Durante discurso, a presidente da Agehab, Silmara Vieira, foi aplaudida por mostrar sensibilidade e flexibilidade no trabalho desenvolvido. As prefeituras irão gastar em torno de R$ 723 em materiais para a realização da obra.

Segundo o presidente da AGM, Abelardo Vaz, muitas prefeituras ainda enfrentam grandes dificuldades financeiras, por isso a preocupação de adotar uma maneira mais sensata para que os municípios não deixem de oferecer a população o programa habitacional. Ele ainda voltou a fazer um pedido a presidente da AGEHAB, para que ela permita que as prefeituras dê sua contrapartida de acordo com suas possibilidades. Por sua vez, Silmara retomou a palavra, agradecendo o apoio do presidente da AGM, mas reforçou que o objetivo principal é viabilizar o projeto. “Esse é um trabalho em parceria”, disse.

A prefeita de Damianopolis, Adréia Lins Dipolla, vê a contrapartida como a maior dificuldade para a conclusão das casas. “Agora que a contrapartida já foi amenizada, estamos correndo atrás da licença ambiental, o problema é que o prazo é curto, só temos até o dia 10 de março para entregar os documentos necessários”, disse. Já a prefeita da cidade de Mambai, Maria do Socorro Alves Barbosa, afirma que a prefeitura não tem condições nem mesmo te arcar com a despesas hidrosanitárias das casas. “Para fazer uma fossa necessita muita coisa, a prefeitura tem condições de comprar os materiais, mas e o resto? Pedreiros, transporte entre outras coisas”, reclama. Maria do Socorro espera contar com a ajuda da população para a conclusão das obras.

O programa Minha Casa Minha Vida conta com recursos de 20,1 milhões, do Governo Federal, e R$ 8 milhões, do Governo Estadual, o objetivo é construir 1600 moradias, que serão distribuídas de acordo com a demanda habitacional de cada município.

Assessoria de Imprensa da AGM